PESQUISE USANDO AS DATAS DAS MATÉRIAS:

4 de abr. de 2016

15/02/16 Á 04/04/16 - Gestão de Negócio e Empreendedorismo



§  O INÍCIO DE UM NOVO NEGÓCIO
  • Um alerta ao empreendedor
Muitos são os caminhos que levam ao sucesso da empreitada “montar um negócio”. Mas muitas, também, infelizmente, são as possibilidades de falhas. Por isso procure identificar o maior número possível de empresas que atuam nesse ramo de negócio e descubra tudo sobre a forma como operam.
  •  Para não fracassar
Em pesquisa de 1999, o SEBRAE-SP constatou que 35% das empresas fracassam no primeiro ano de operação e 71 % não conseguem chegar a cinco anos de vida.
Em comum, essas empresas apresentaram sinais de que foram deficientes principalmente em duas questões fundamentais: estruturação do negócio, ou planejamento prévio, e administração.
  • Para não fracassar
Se já atuou no ramo, como empresário ou como empregado, nãopense que sabe tudo. Visite o maior número de empresas, converse com os proprietários e empregados, faça amizade com empresários do ramo, troque ideias, confira as diferentes percepções sobre o mercado, sobre as dificuldades etc.
Se não é do ramo, por um lado é bom porque não tem vícios e sabe que tem de aprender muito, o caminho é pesquisar, interagir com pessoas do meio e questionar até entender o melhor possível como se ganha dinheiro com esse negócio. O objetivo é este mesmo, aprender como se ganha dinheiro com o negócio que se deseja montar.
  • Para não fracassar
Ao contatar outras empresas, busque elementos para responder  as seguintes questões:
  • Como sera o processo de venda? Como conseguir clientes  na quantidade  necessária?
  • Como  sera o processo  para ocupacão  do espaço  no mercado  com clientes, concorrentes,  fornecedores?
  • Como sera  o processo  de producão,  se for o caso?
  • Como  sera  o processo  de compras  de produtos ou matérias-primas?
  • Como sera sua equipe de funcionários?
Como  sera   seu  formato  de  administracão dos negócios,  que  inclui fixar metas,  elaborar planejamento para  realiza-las,  apurar  resultados, corrigir rumo, obter   a colaboracão da  equipe   de funcionários, desenvolver capacidade para aproveitar as oportunidades  cotidianas?
 Voce mesmo comandara  a empresa  no seu dia-a-dia? Quando  a empresa estiver funcionando voce pretende  ter férias regulares?  Quern cuidará dela nesse período? Voce ficará tranquilo durante  as férias?

  • Para não fracassar
  • Pretende  montar outros negócios? Outras empresas?
  • Como pode ser  a organizacao de sua empresa   para que  voce  se dedique também a outros negócios, a familia, ter férias?
  • Esse realmente é um born negócio?
  • Em resumo, responder a essas questões permitirá um mínimo  de domínio sobre o negócio e ajudará você a ter chances reais de viabilidade. Com pesquisas, estudo e identificacão da prática do dia-a-dia, você construirá suas próprias respostas.

A  oportunidade
Esse realmente é um bom negócio? O primeiro ponto sobre o qual você precisa ter certeza é quanto à oportunidade de negócio que identificou. Você real­mente tem uma oportunidade de negócio nas mãos ou apenas uma idéia na cabeça?
Qual a diferença?
Para começar, é preciso confirmar a existência de interessados em comprar o que você pretende vender, seja produto, seja serviço, por um preço que compense todos os seus custos e dê lucro. Em quantidade que acumule, no final de um período de tempo, um montante de lucro que compense a empreitada.
A oportunidade
E que essas condições durem por tempo que compense a montagem do negócio, para que ele dê o retorno que você deseja.
E, ainda, que você realmente se disponha a enfrentar e comandar o dia-a-dia dessa operação, o que significa que você e sua família adaptarão o estilo de vida às condições de que o negócio necessitar, caso você esteja no comando da operação.
Identificar estas questões, refletir sobre elas, obter resposta para cada uma delas, conseguir as condições necessárias para realizá-las, é o que chamamos de planejamento prévio.
Plano de Negócios. 0 que é? Como elaborar?
Um Plano de Negócios pode ser entendido como um conjunto de respostas que define o produto ou serviço a ser comercializado, o formato de empresa mais adequado, o modelo de operação da empresa que viabilize a disponibilização desses produtos ou serviços e o conhecimento, as habilidades e atitudes que os responsáveis pela empresa deverão possuir e desenvolver.
O que considerar num Plano de Negócios?
Dúvidas no Projeto da Empresa
Algumas das respostas serão em forma de estratégias, planos de ação, métodos de trabalho, outras serão conclusões numéricas que medirão o efeito de cada decisão que você tomar para a formatação de sua empresa. Dentre todas as questões a esclarecer, recomendamos atenção especial para as seguintes:
• Gastos (investimento inicial, custos e despesas);
• Preço de venda;
• Escala ­- ponto de equilíbrio e margem de contribuição;
• Retorno do investimento.
Estas quatro questões são decisivamente importantes, pois refletirão sobre as consequências do conjunto de respostas para todas as questões que identificar.
Gastos
  • investimento inicial,
  •  custos
  • despesas
Gastos
ü  Todos os valores que for despender para a montagem da empresa,   até  que  ela esteja  em  condições de funcionar,  devem ser tratados como gastos de investimento inicial.
ü  Tudo o que for necessário, dai para a frente, são custos de operação, para que a empresa possa produzir ou adquirir, ou despesas  comerciais, para que possa comercializar. Custos de operação e despesas comerciais se repetem diariamente, mensalmente  e permanentemente.
ü  A quantia que aplicar como investimento inicial você deverá, se a empresa  der certo, recuperar após um período de tempo. Esse tempo e variável, dependendo de cada negócio. Isto é, a empresa devolverá em forma de lucro todo o valor que você gastou para montá-la, e daí para a frente deverá continuar a gerar lucro de forma adicional enquanto durar.
ü  Já a quantia que aplicar para produzir ou adquirir, vender e manter o negócio deverá ser recuperada em cada venda, correspondente a cada unidade de venda. Por isso é decisivo saber com antecedência quanto vai gastar em custos e despesas em cada unidade vendida, em determinado período de tempo e quanto precisará vender.
Investimento inicial
ü  Antes de desembolsar o primeiro real, pesquise, estude e relacione todas as despesas que terá, por exemplo, com imóvel, instalações, equipamentos, contratações de serviços e de empregados, treinamento, documentação, legalização da empresa, etc.
ü  Relacione esses valores conforme o prazo em que terá que desembolsá-los e então garanta que haverá disponibilidade de capital para os pagamentos.
ü  Reserve um bom valor para os imprevistos, capital de giro (pagamentos dos funcionários, aluguel e despesas com o imóvel, luz, telefone, mercadorias, etc, nos primeiros meses de operação e também como reserva de capital para suportar períodos iniciais com baixo volume de vendas.
Custos

Ø  custo variável,
Ø  despesas fixas, e
Ø  despesas comerciais

Seu negócio será viável e compensador se for capaz de gerar lucro!
Lucro = receitas – (custo variável + despesas fixas + despesas comerciais)
Custos
ü  E o lucro acumulado em um período de tempo é um resgate do investimento que você fez na montagem do negócio. Denomina-­se retorno do investimento.
ü  Os custos variáveis são gastos que ocorrerão por causa da produção ou da compra de produtos para comercialização ou execução do serviço. E você tem de conseguir, nesta fase de plano de negócios, estimar o valor do custo variável para cada produto ou serviço. Quando a empresa estiver funcionando, terá de apurar esses custos também por produto ou serviço. Ex.: custo de aquisição do produto, ou custo das matérias ­primas utilizadas, componentes, embalagem, mão-de-obra aplicada, etc.
ü  Já as despesas fixas são todos os gastos que a empresa terá em sua operação, não relacionados diretamente a nenhum produto ou serviço. Incluem aluguel, gastos com manutenção, custo da administração, como salários, materiais de consumo, luz, água, telefone, etc.
ü  As despesas comerciais são os gastos que ocorrerão todas as vezes que sua empresa realizar vendas. Portanto, são despesas que variam conforme o volume de vendas. Normalmente, são os impostos, as contribuições e a comissão de vendedores. Mas podem ocorrer outras despesas, como taxa de administração de cartão de crédito, se vender com cartão.
Impostos e Contribuições
Procure entender perfeitamente a mecânica de cálculo, de apuração e os efeitos sobre o preço de venda dos produtos e serviços:
·         Que impostos e contribuições incidem nas vendas?
•   Como são apurados?
•   Em que momento?
•   Quando devem ser pagos?
•   Quais são as opções para pagar menos impostos?
•   O que é crédito de imposto?
•   Como utilizar o crédito de imposto para reduzir o imposto a pagar?
•   Quais os riscos de calcular erradamente os impostos?
•   Como tratar os impostos e contribuições no preço de venda?
Custos
Tudo o que sua empresa gastar em custos e despesas você deverá receber de volta com a receita obtida de vendas. Mas, como a receita de vendas é resultante da venda de cada unidade de produto, significa que cada unidade de produto comercializada deve pagar parte dos custos e despesas, de modo que, ao alcançar um certo volume de venda, seja produzido um volume de receita suficiente para cobrir todos os custos, despesas e, ainda, gerar lucro.
Assim, a pergunta é: quanto de custo variável, de despesas fixas, de despesas comerciais e de lucro deve ser considerado no preço de cada produto? Ou seja, quanto a venda de cada produto deve “contribuir” para pagar esses custos e despesas e ajudar a formar o lucro?
Raciocínio:
Imagine que cada real que receba de cliente você já faça a divisão.
Que parte desse real você deve colocar em cada gaveta para que, no final do mês, tenha em cada uma o equivalente ao que deverá pagar a fornecedores, governo, funcionários e todo o custo fixo e ainda acumular lucro?
Gaveta n° 1: fornecedores (custos variáveis)
Gaveta n° 2: impostos e comissões (despesas comerciais)
Gaveta n° 3: estrutura da empresa (despesas fixas)
Gaveta n° 4: lucro
Gaveta n° 1: fornecedores (custos variáveis)
O valor que colocará na primeira gaveta deverá ser exatamente o que sua empresa gasta ou gastará direta- mente com a quantidade do produto vendido. Desde já, no momento de elaboração de seu plano de negócios e também no funcionamento normal da empresa, você precisa ter destreza para apurar rapidamente esse valor. Saber qual o custo de cada produto é uma obrigação do empresário. Essa obrigação começa agora, antes de abrir a empresa. Percebe por que estamos insistindo tanto para que estude bem, conheça bem o negócio que vai montar?
Gaveta n° 2: impostos e comissões (despesas comerciais)
O valor que colocará na segunda gaveta deverá ser exatamente o que sua empresa gasta ou gastará para vender cada unidade do produto. Como dissemos no caso da primeira gaveta, desde já, em tempo de elaboração do plano de negócios e também no fun- cionamento normal da empresa, você precisa ter destreza para apurar rapidamente o valor das despesas comerciais. Saber que impostos, taxas e comissões sua empresa paga ou pagará é também uma obrigação do empresário. Então vamos repetir: essa obrigação de saber começa agora, antes de abrir a empresa
Gaveta n° 3: estrutura da empresa (despesas fixas)
O valor que colocará na terceira gaveta deverá ser suficiente para cobrir todos os demais gastos, isto é, as despesas fixas. Como despesas fixas são apuradas para um período de tempo, mês ou ano (por exemplo, o valor do aluguel), não em função de cada produto, mas pelo fato de a empresa ter sido aberta, você precisará desenvolver um sistema de alocação dessas despesas em cada produto. Quanto de aluguel está no custo de um produto? Quanto de luz, de água, de telefone? É óbvio que a venda de um único produto ou serviço não será suficiente para pagar o aluguel do mês, mas deve ajudar em quanto?
Em resumo, o total das despesas fixas de um período precisa ser coberto pelas vendas realizadas no mesmo período, senão faltará dinheiro para pagar o aluguel, a luz, o telefone etc.
Gaveta n° 3: estrutura da empresa (despesas fixas)
Em especial, o “rateio” das despesas fixas para cada produto, ou a definição de quanto cada produto contribuirá para pagar essas despesas da empresa, exigirá um estudo à parte. Você, como empresário, precisará garantir, nesta questão, dois objetivos:
       Que as receitas de vendas darão cobertura plena ao pagamento das despesas fixas;
       Que o volume de despesas fixas de sua empresa seja compatível com a natureza desse tipo de empresa e que cada real gasto em despesas fixas realmente contribua para a empresa vender mais. Esse é o fundamento da produtividade, de uma empresa produtiva, sem  desperdícios.
Então, a obrigação de conhecer e dominar as despesas fixas que sua empresa terá começa agora, antes de abrir a empresa.
Gaveta n° 4: Lucro
O valor que colocará na quarta gaveta será o que sobrar para a acumulação de lucro. Dizemos “sobrar” pois, se algo der errado, a primeira gaveta a ficar vazia será esta.
Assim, a pergunta anterior vale também para o caso do lucro: quanto cada produto vendido deverá contribuir para a acumulação de lucro?
Essa pergunta tem resposta fácil, quando expressa apenas um desejo seu. Mas será difícil responder dentro da realidade de mercado. Mas você conseguirá definir a resposta mais adequada para sua empresa se:
     • conhecer e dominar todos os seus custos e despesas;
     • dominar o ambiente em que vai operar;
     • desenvolver criatividade para atrair e manter clientes;
     • tiver capacidade de vender maiores volumes;
·         tiver habilidade para negociar com fornecedores e manter a empresa altamente produtiva, com elevado aproveitamento do custo fixo.
Reforçando
       Estude bem como funcionam as empresas do mesmo ramo de negócio   em que deseja entrar;
        Descreva como funcionará a empresa que você está montando;
        Monte uma primeira lista dos custos variáveis e das despesas fixas que poderão ocorrer no formato de empresa que imaginou. Explore todas as  possibilidades legais da composição das despesas comerciais;
        Melhore essa lista na medida em que progredir seus conhecimentos  sobre o negócio e sobre o formato da empresa que vai montar;
        Faça cursos que abordam custos. Não se contente com apenas um curso. Lembre-­se que seu objetivo é dominar os gastos de sua empresa, não  apenas ter seus valores calculados uma única vez. Por isso mesmo
  fugimos à tentação de incluir aqui uma lista padrão de gastos, por sabermos ser inadequada à sua empresa;
     • Utilize-­se dos vários programas do SEBRAE­/SP, inclusive das orientações técnicas gratuitas específicas para seu caso, tantas vezes quantas você desejar.
Preço de Venda
É preciso garantir que o preço adotado em cada venda seja, no acumulado, suficiente para pagar essas contas. Surgem então mais duas novas perguntas que seu plano de negocios precisa responder:
Ø   Qual o preço de venda ideal para cada produto ou serviço?
Ø  Qual o volume de vendas mínimo?
O preço de venda costuma ser a chave do sucesso de muitos negócios. Portanto, recomenda-se que não use fórmulas improvisadas para fixar o preço de venda dos produtos e serviços. É mais um item do seu Plano de Negócios sobre o qual você precisa ter domínio completo. A compreensão da oportunidade de negócio que encontrou e o domínio sobre a composição de custos de sua empresa vão permitir que desenvolva sensibilidade para fixação do preço de venda. Você terá de decidir por um equilíbrio entre duas equações básicas:
Lucro (unitário) = preço de venda que o mercado pratica – (custo variável + despesas comerciais + parcela de despesa fixa), ou seja:
L = PVm – (CV + DC + DF)                                                     
Preço de venda desejado por você = custo variável + parcela de despesa fixa + despesas comerciais + lucro, ou seja:
PVd = CV + DF + DC + L
L = PVm – (CV + DC + DF)
O sentido da primeira equação é que o preço é fixado pelo mercado e, se você for praticá-­lo, muito provavelmente terá dificuldades para cobrir, além dos custos variáveis e das despesas comerciais, as despesas fixas e ainda acumular lucro. Isto é, muito provavelmente seus custos variáveis e despesas comerciais serão semelhantes aos dos concorrentes, mas suas despesas fixas derivadas da estrutura adotada para sua empresa e sua intenção de lucro quase sempre estarão acima das de seus concorrentes, mais experientes na exploração do mercado. Para acompanhar o preço imposto pelo mercado você precisará manter as despesas fixas reduzidas para, então, ter lucro, pois se o preço for menor que os gastos não haverá lucro e, pior, dificilmente será possível aumentar o preço, pois o mercado não aceitará. A alternativa será baixar custos e despesas. Mentalize a fórmula: PV – CV – DF – DC = LUCRO. LUCRO é o que sobra.
PVd = CV + DF + DC + L
O sentido da segunda equação é que o preço poderá ser fixado por você como resultado da soma de seus custos, das despesas e do lucro que deseja ter. Assim, você terá certeza de que ao vender obterá lucro.
Mas a questão é que seu preço, que é bom para você, poderá não ser aceito por muitos clientes. E, para que consiga pagar todas as despesas fixas e acumular o montante desejado de lucro, precisará vender determinado volume. Esse volume poderá ser tão grande que somente será alcançado se muitos clientes aceitarem seu preço.
DILEMA
       Aprenda com precisão a calcular o preço de venda que “seria” conveniente para sua empresa, que cobriria todos os gastos e geraria lucro. Estude bem esse assunto, faça cursos, procure ajuda, onde encontrar orientação segura, detalhada, tantas vezes quantas necessitar;
       Descubra qual preço é praticado pelo mercado, pela concorrência, para produtos e serviços similares;
       Se o preço calculado for maior que o de mercado, então você saberá que precisa encontrar opções de redução de gastos. Isto é mau, mas não impossível;
       Se o preço calculado for menor que o de mercado, então sua empresa tem poder de competição com a concorrência. Isto é ótimo.

       Outras Questões
       Ponto de Equilíbrio;
       Margem de Contribuição;
       Atração de Clientes.
Exemplo
PV= R$ 103,00
 L= 10 % (gaveta 4)
 CV= 64,5 % (gaveta 1)
 DC= 10,2 % (gaveta 2)
 DF= 15,3 % (gaveta 3)
R$ 103,00= R$ 10,30 + R$ 66,44 + R$ 10,50 + R$ 15,76
Margem de contribuição é quanto cada produto vendido “contribui” para pagar as despesas fixas mensais e quanto “contribui” para formar o lucro.
Composição do Preço de Venda
Valores
(R$)
% de Participação
Margem de Contribuição (%)
Custo Variável
66,44
64,5
Despesas Comerciais
10,50
10,2
Parcela da Despesa Fixa
15,76
15,3
15,3
Parcela para Lucro
10,30
10,0
10,0
Margem de Contribuição Unitária
25,3
Total = Preço de Venda
103,00
Margem de Contribuição = preço de venda – (custo variável + despesas comerciais)
Análise
Quanto  você precisa vender para ter dinheiro suficiente para pagar os custos diretos, as despesas comerciais e todas as despesas fixas da empresa no mês? Quantas vendas você  deverá realizar? Qual deve ser o faturamento mensal dessa empresa para cobrir tudo o que precisa?
A questão  é que o preço pode ser bom, mas o faturamento  pode ser que não. O lucro que realmente importa não é de uma unidade  de venda, mas aquele acumulado em um periodo de vendas, após cobrir todos os custos e despesas. Qual o volume de faturamento ideal para o tamanho da empresa?
Ponto de Equilíbrio
Ponto de equilibrio representa a quantidade de venda que  precisa  ser  realizada mensalmente  para  gerar receitas  suficientes  para pagar todo o custo variável gerado, todas as despesas comerciais e todos as despesas fixas que a empresa tiver no mês. Ou seja, a lógica é “empatar”. Não ter lucro acumulado no mês, mas também não ter prejuízo.
Significa que um volume de vendas inferior ao ponto de equilíbrio levará a empresa a ter prejuízo, pois, no final do mês, não terá dinheiro suficiente para pagar as contas das despesas fixas;
Significa que um volume de vendas superior ao ponto de equilíbrio permitirá acumular lucro. É esse lucro que realmente importa. O lucro acumulado em um período, não somente o “lucro” proporcional de uma venda.
Note que, mesmo que tenha sido calculado lucro em cada venda, pode ser que o pagamento das despesas fixas mensais consuma todo esse “lucro”, e no final do mês o resultado da empresa seja nulo ou dê prejuízo. Muitas empresas entram nessa situação porque realizam venda com “lucro”, mas nunca sobra dinheiro no final do mês. Por quê? Porque as despesas fixas levam tudo. A quantidade vendida é inferior ao necessário.
Para acumular lucro é necessário vender acima do ponto de equilíbrio.
Exercício
Atenção
A primeira meta foi elaborar um Plano de Negócios que desse total visibilidade a prática do empreendimento que deseja montar,  suficiente  para você perceber  e tomar  as decisões  que precisa.
 
A segunda meta foi estruturar  o seu negócio  para vender acima do Ponto de Equilfbrio.
Simplesmente alcançar essas metas será a diferença entre ter sucesso, se ultrapassar  o Ponto de Equilíbrio, ou  fracassar,  se seu  faturamento ficar abaixo do necessario.Vender, vender, vender, esta é a lei. Para isso, você precisará aprender como atrair clientes para seu negócio.
Atração de Clientes
Atenção
Como já foi visto, o negócio pode ser resumido em vender e lucrar. E isso depende da existência de interessados em comprar. Ou seja, clientes.
Um ponto importante a seu favor, é a certeza de que pessoas compram produtos ou serviços como os seus. Afinal, muito provavelmente, o negócio que deseja montar não é inédito. Não está sendo inventado por você justamente agora. Já existia antes. Há pessoas interessadas em comprar.
Mas onde elas estão?
Então temos o terceiro desafio: fazer com que as pessoas que já consomem esses produtos ou serviços os adquiram de você. Comprem de sua empresa. Se você vai iniciar esse negócio, antes de montá-lo é preciso saber o que fazer para que as pessoas comprem de sua empresa.
Estratégia de Mercado
·         O que você fará para informar aos interessados em comprar que  sua empresa existe?
·         O que você fará para despertar a atenção e o interesse deles?
·         O que você fará para que um número suficiente desses clientes  compre da sua empresa ou compre também de sua empresa?
Seus futuros clientes querem vantagens!
Mas o que são vantagens?
Ø  Comodidade e beleza: quando dá prazer comprar no seu estabelecimento;
Ø  Bom atendimento: o cliente fica sempre satisfeito, mesmo quando sua empresa não tem o que ele precisa;
Ø  Interesse em satisfazer, resolver: o cliente é sempre ouvido e suas opiniões, consideradas;
Ø  Diferenciação: o cliente percebe algo de especial na sua empresa;
Ø  Personalização: a idéia de que esse cliente é especial;
Ø  Confiança e credibilidade: passa-se a idéia de que a satisfação dele é mais importante para você do que a venda;
Ø  Higiene: percebida em detalhes;
Ø  Exposição: o cliente percebe que para se satisfazer não depende de
    movimento seu, mas do que ele percebe na sua empresa;
Ø  Crédito e facilidade de pagamento: sua empresa se adapta ao nível
    de renda do seu público;
Ø  Serviços adicionais: na prática você entrega satisfação, e não somente produtos ou serviços pelos quais o cliente já paga;
Ø  Valorização do cliente, respeito e seriedade: os direitos do cliente você reconhece em todos os detalhes de sua operação;
Ø  Flexibilidade e adaptabilidade: de algum jeito sua empresa deve
    satisfazer;
Ø  Inovação: sua empresa é atualizada, essa imagem tem de ser
    constante;
Ø  Garantias: para o cliente ter certeza e confiar que não terá prejuízos.
 Há também aquelas “vantagens” tradicionais, que muitos pensam ser decisivas, mas não são e dependem de como você as utiliza:
Ø  Preço: nem sempre menor preço significa capacidade de atração de
   clientes;

 
Ø  Variedade: nem sempre investir em variedade de equipamentos,
     serviços e produtos é atrativo;
Ø  Localização: o ponto por si só não é fator de sucesso; um bom ponto pode ser feito.
E agora?
A questão decisiva é, portanto, em tempo de elaboração do seu Plano de Negócios:
Ø  O que você fará para atrair clientes?
Ø  O que você fará para tirar clientes de seus concorrentes?
Ø  O que você fará para compartilhar clientes com seus concorrentes?
Atenção
q  Pesquisando e observando seus concorrentes, conhecendo bem o gosto de seus clientes, você conseguirá desenvolver diferenciações em sua empresa para maior atração de consumidores;
q  É necessário estudar bem o assunto estratégia de mercado para
    desenvolver sensibilidade e flexibilidade para rápida adaptação às
    necessidades e encantamento de clientes.

 Conclusão: o negócio que deseja montar se resume na ação de vender
 e lucrar. Já a marca de sucesso desse negócio é o permanente retorno
 do investimento. O que é isso?
Retorno do Investimento
q  Retornar o investimento significa que mensalmente sua empresa
     devolve parte do investimento que você fez, inicialmente ou
     durante a vida da empresa. Essa parte que retorna, que paga para
     você o investimento feito, é o lucro acumulado no período.
q  O negócio só é viável se for capaz de devolver para você o
      investimento realizado, o que você gastou para montar o negócio.
q  Daí surge a expressão taxa interna de retorno. Significa o
      percentual, como se fosse uma prestação mensal, que sua empresa
      lhe paga mensalmente, referente ao investimento feito. Como
      comparação mais imediata, o negócio é bom se gerar uma taxa de
      retorno superior ao que outro investimento proporcionaria para
      você.
$ da Família  x  $ da Empresa
ü  É muito comum as pessoas confundirem necessidade familiarde renda com possibilidade de remuneração da empresa para   as pessoas que nela trabalham. São duas coisas completamente diferentes.
Uma empresa gera dois tipos de recurso para os proprietários:
  • Salários para os membros da família que forem empregados da empresa e pró-labore para os sócios que nela trabalharem;
  • Lucro distribuído aos sócios, após apuração do resultado.
Salários e Pró-Labore
ü   Pois bem, os salários necessariamente nunca devem ser
    superiores ao que se pagaria para empregados não familiares
    na mesma função. Além disso, a empresa não deve ser utilizada
    para empregar familiares cujo trabalho prestado seja
    desnecessário.
ü   Da mesma forma o pró-labore é o pagamento que o dono ou
      sócio recebe por trabalhar na empresa. Se o sócio não
      trabalhar não deve receber pró-labore. O valor do pró-labore
      não deve ser superior ao salário pago a um funcionário que
      desempenhe a mesma função.
  • Exemplo
No exemplo anterior, suponhamos que a empresa tenha dois sócios que trabalhem ali. Cada um retira mensalmente R$ 1.000,00 como pró-labore. Todo mês a empresa tem gerado lucro de R$ 3.088,24, é distribuído aos sócios em partes iguais de R$ 1.544,12. Assim, cada sócio recebe da empresa um total de R$ 2.544,12, ou seja, R$ 1.000,00 de pró-labore mais R$ 1.544,12 de lucro distribuído.
Mas esses sócios têm despesas familiares superiores a R$ 4.000,00 cada um.
  • Exemplo
Consideramos que em nossa empresa fictícia:
  • A venda total deve chegar a ...................................   R$ 30.882,40
  • O custo variável alcança .........................................  R$ 19.919,10
  • As despesas comerciais alcançam ..........................  R$ 3.150,00
  • O pagamento das despesas fixas chega a ..............  R$ 4.725,00
Portanto, o total de gastos da empresa chega a:        R$ 27.794,10
Receita de vendas (-) total de gastos, isto é, R$ 30.882,40 –
R$ 27.794,10, resulta num lucro de R$ 3.088,30.
  • Exemplo
  • Parte do lucro deveria ser reinvestida na empresa em modernização ou expansão. De onde os sócios retirarão mais dinheiro para completar a renda que desejam?
  • Se ocorrer retirada acima do possível nessa empresa que utilizamos como exemplo, certamente: Não serão pagos fornecedores, que é uma conta do custo variável, com R$ 19.919,10;
  • Ou não será pago o aluguel, que é uma conta de despesa fixa, com R$ 4.725,00;
  • Ou não será pago algum imposto, que é uma conta das despesa variáveis, com R$ 3.150,00.
  • Exemplo
  • Em resumo, na elaboração do seu plano de negócios, decida sobre a origem da renda familiar de que você vai necessitar. Pode ser que não consiga retirar o que precisa dos resultados de sua empresa, mesmo que seja viável e lucrativa. Se retirar dela mais do que pode dar, você a quebrará em poucos meses.
  • Entre os vários instrumentos de gestão que você precisará adotar desde o início, para tomar decisões corretas com o dinheiro da empresa, dois são fundamentais: fluxo de caixa e apuração de resultados.
  • Fluxo de Caixa
  • Na fase de elaboração do plano de negócios e também no funcionamento da empresa, você terá dois importantes processos: a entrada e a saída de dinheiro.
Dois formatos você precisará adotar:
  • Organização de recebimentos já compromissados com pagamentos já compromissados. Isto é, compromissos que sua empresa já assumiu e levarão a desembolsos futuros, bem como recebimentos futuros referentes a vendas já realizadas;
  • Organização de metas de recebimentos de vendas que sua empresa deve se empenhar para realizar no futuro, bem como compromissos que ela deverá assumir e levarão a desembolsos no futuro.
  • Fluxo de Caixa
  • No primeiro caso, o formato de fluxo de caixa demonstra a situação financeira de sua empresa como uma fotografia de fatos já ocorridos (por exemplo, vendas e compras realizadas). Você perceberá que esse formato de fluxo de caixa exigirá uma atualização diária ou pelo menos semanal.
  • No segundo caso, o formato de fluxo de caixa demonstrará a situação financeira projetada com os compromissos que você sabe que poderão ocorrer a curto prazo, os quais, se bem organizados, favorecerão decisões acertadas. Esse formato de fluxo de caixa projetado pode ter atualização semanal ou até mesmo mensal.
  • Fluxo de Caixa
  • Na elaboração do seu plano de negócios você terá de fazer um fluxo de caixa projetado simulando a operação da empresa, já que ela ainda não está em operação. Mas esse exercício servirá para você avaliar qual combinação de decisões sobre receber e pagar levará a uma rotina de saúde financeira da empresa.
  • Fluxo de Caixa (reforçando)
  • Aprenda a montar o fluxo de caixa. Por mais trabalhoso que pareça no início, entenda que é a mais importante ferramenta de decisão de todos os empresários. Desde a montagem da empresa até o dia adia operacional;
  • Adote também o formato de fluxo de caixa projetado. Além de importante instrumento de fixação de metas, permitirá antever desajustes financeiros futuros na hora de tomar decisões preventivas. Desenvolva o hábito de fazer previsões de receitas, de volume de vendas e também previsões de gastos;
  • Fluxo de Caixa (reforçando)
  • Faça cursos que abordem gestão financeira da empresa e controle do fluxo de caixa. Não se contente com apenas um curso nem em apenas dispor de “instrumentos computadorizados” que só ajudam a montar controles financeiros. Lembre-se que seu objetivo é dominar a situação financeira da empresa e garantir sua adequação. Ou seja, desenvolver habilidade nesse assunto e ser capaz de tomar decisões eficazes. Comece a praticar já, a partir de agora, na elaboração do seu plano de negócios.
Apuração dos Resultados
Na montagem do Plano de Negócios,  bem como no
dia-a-dia da empresa, você terá que fazer muitas estimativas, duas delas poderosas:
  •  previsão de vendas;
  •  previsão de lucro.
  • Apuração dos Resultados
  • Juntos, o fluxo de caixa e o demonstrativo de resultados são os dois instrumentos mais importantes da gestão financeira da empresa. Por isso todo empresário deve dominar sua prática, interpretação e tomada de decisão.  
  • Aprenda a apurar o resultado da empresa. Por mais trabalhoso que pareça no início, entenda que depois do fluxo de caixa é a mais importante ferramenta de decisão para empresários desde agora, na elaboração do plano de negócios, até a operação da empresa;


PONDO EM PRÁTICA: MÉTODO TABATA NA HIDRO GINASTICA...!!!


OLÁ QUERIDOS LEITORES, HOJE VENHO CONTAR A VOCÊS A MINHA PRIMEIRA EXPERIENCIA COM O MÉTODO TABATA.

EU UTILIZEI ELE NA AULA DE HIDRO GINASTICA! 

REALIZEI O MÉTODO TABATA DA SEGUINTE FORMA:

PASSEI UM EXERCÍCIO, QUE SERIA REPETIDO 4 VEZES, COM DURAÇÃO DE 20 SEG., COM INTERVALO DE 10 SEG..  
E REPEDINDO ESSA SEQUENCIA MAIS 3 VEZES, COM INTERVALO DE 2MIN. ENTRE CADA SÉRIE.

ATENÇÃO: NÃO RECOMENDO REALIZAR ESSE MÉTODO COM UMA TURMA QUE ESTÁ INICIANDO, A TURMA QUE ESTÁ COMIGO TEM PARTICIPADO DE TODAS AS AULAS, COMPLETANDO JÁ UM PERÍODO DE MAIS OU MENOS 2 (DOIS) MESES, E MESMO ASSIM NOS INTERVALOS DE 2 MIN. FUI CONVERSANDO COM O PESSOAL PARA VER COMO ELES ESTAVAM SE SAINDO E SE SENTIDO DURANTE TODO O PROCESSO, PARA GARANTIR A SEGURANÇA DE TODOS.

NÃO RECOMENDO QUE SE REPITA ELE VARIAS VEZES, A NÃO SER QUE VOCÊ TENHA UM GRUPO DE PESSOAS INTERMEDIARIAS E AVANÇADAS EM QUALQUER TIPO DE MODALIDADE, ESSE HIIT ACHO LEGAL SER UTILIZADO COMO UMA FORMA DE QUEBRAR COM A ROTINA E DAR UMA TURBINADA NOS TREINAMENTO.

Um pouco da história:

Antes de mais nada, é importante relatar um pouco a origem de tudo.
Os créditos do método tabata são dados ao pesquisador japonês Izumu Tabata, nome que dá origem ao método.
No entanto isso não é verdade. Embora o método original foi publicado em 1996 por tabataem uma revista conceituada chamada Medicine Science Sports Exercise (referência no final), ele próprio, o Tabata relatou que a idéia foi originalmente pioneira de um pesquisador chamado Koichi Irisawa, onde já desenvolvia esse método na equipe olímpica de patinação de velocidade do Japão.
Outra grande e importante consideração é esclarecer que o treino tabata é um método ou protocolo de HIIT (sigla em inglês de High Intensity Interval Training), que se traduz por um treino intervalado em alta intensidade. Ou seja, tiros em alta intensidade seguidos de intervalos recuperativos em baixa intensidade.
CONCLUSÃO:
A TURMINHA QUE FREQUENTA A HIDRO GINASTICA, GOSTOU E APROVOU ESSE MÉTODO, MAS QUE REALIZAREI ACADA DUAS SEMANAS, SÓ PARA ELES IREM SE ACOSTUMANDO E SE ADAPTANDO AO MÉTODO. EU APROVO E RECOMENDO, SE FOR USADO COM BOM SENSO E CRIATIVIDADE.

04/04/2016 - Gestão de Negócios e Empreendedorismo

NÃO TEVE AULA NESSE DIA PARA OS ALUNOS DE ED. FÍSICA!!!


3 de abr. de 2016

VIDEOS: LEMBREI DA AULA DE MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE.....!!!!

LIXO?
Publicado em 30 de abr de 2015
Você sabe para onde vai o lixo que você produz? Nessa animação, você conhecerá o ciclo de vida de todos os produtos que consumimos e descartamos!

ÁGUA?
Publicado em 22 de out de 2015
Toda água da Terra, cada gota, é a mesma que sempre existiu, fluindo há 4,5 bilhões de anos. Só que além da ocorrência das mudanças climáticas naturais, as ações humanas têm contribuído para o desequilíbrio do fluxo cíclico e natural das águas. Agora, precisamos agir para reequilibrar esse ciclo. Afinal, água é vida e sem vida não estaríamos aqui.

Nessa animação você vai conhecer o ciclo da água desde sua formação até chegar na torneira das nossas casas. Assista e repense seus hábitos de consumo. É preciso cuidar do nosso recurso mais precioso e você faz parte desse movimento! #Repense

CONSUMO RESPONSÁVEL?
Publicado em 3 de ago de 2015
Já somos mais de 7 bilhões de pessoas vivendo no mesmo planeta. E, para isso, precisamos consumir recursos básicos, como água, energia, alimentos, vestuário, cuidados com a saúde, educação, entre outros. A cada ano, o Dia da Sobrecarga da Terra, que marca o dia em que já consumimos todos os recursos naturais disponíveis, chega mais cedo. 

Sim, precisamos do consumo para poder sobreviver. Mas, da forma como vivemos hoje, nos acostumamos a comprar muito mais do que precisamos e consumir de forma desenfreada já virou um hábito. Que tal repensar nossos hábitos?

RESÍDUOS SÓLIDOS?
Publicado em 15 de mai de 2015
Todos sabem que lugar de lixo é no lixo. Mas, será que sabemos o que acontece depois, durante o resto do ciclo de vida dos produtos que consumimos? Nessa animação você entenderá todo o ciclo dos resíduos sólidos que descartamos e aprenderá como reduzir o seu impacto ambiental por meio de iniciativas que existem no Brasil e precisam ser divulgadas e replicadas.


FONTE:

1 de abr. de 2016

01/04/16 - Meio Ambiente, Desenvolvimento e Sustentabilidade

FINALIZOU O TEMA "ISO", E PASSOU A FALAR SOBRE O "PROTOCOLO DE KYOTO".....!

Protocolo de Quioto

Protocolo de Quioto é um tratado internacional com compromissos mais rígidos para a redução da emissão dos gases que agravam o efeito estufa, considerados, de acordo com a maioria das investigações científicas, como causa antropogênicas do aquecimento global.
O acordo é consequência de uma série de eventos iniciada com a Toronto Conference on the Changing Atmosphere, no Canadá (outubro de 1988), seguida pelo IPCC's First Assessment Report em SundsvallSuécia(agosto de 1990) e que culminou com a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática(CQNUMC, ou UNFCCC em inglês) na ECO-92 no Rio de JaneiroBrasil (junho de 1992). Também reforça seções da CQNUMC.
Discutido e negociado em Quioto no Japão em 1997, foi aberto para assinaturas em 11 de Dezembro de 1997 e ratificado em 15 de março de 1999. Sendo que para este entrar em vigor precisou que 55 países, que juntos, produzem 55% das emissões, o ratificassem, assim entrou em vigor em 16 de fevereiro de 2005, depois que a Rússia o ratificou em Novembro de 2004.
Por ele se propõe um calendário pelo qual os países-membros (principalmente os desenvolvidos) têm a obrigação de reduzir a emissão de gases do efeito estufa em, pelo menos, 5,2% em relação aos níveis de 1990 no período entre 2008 e 2012, também chamado de primeiro período de compromisso (para muitos países, como os membros da UE, isso corresponde a 15% abaixo das emissões esperadas para 2008).
As metas de redução não são homogêneas a todos os países, colocando níveis diferenciados para os 38 países que mais emitem gases. Países em franco desenvolvimento (como Brasil, México, Argentina e Índia) não receberam metas de redução, pelo menos momentaneamente.
A redução dessas emissões deverá acontecer em várias atividades econômicas. O protocolo estimula os países signatários a cooperarem entre si, através de algumas ações básicas:
  • Reformar os setores de energia e transportes;
  • Promover o uso de fontes energéticas renováveis;
  • Eliminar mecanismos financeiros e de mercado inapropriados aos fins da Convenção;
  • Limitar as emissões de metano no gerenciamento de resíduos e dos sistemas energéticos;
  • Proteger florestas e outros sumidouros de carbono.
Se o Protocolo de Quioto for implementado com sucesso, estima-se que a temperatura global reduza entre 1,4°C e 5,8 °C até 2100, entretanto, isto dependerá muito das negociações pós período 2008/2012, pois há comunidades científicas que afirmam categoricamente que a meta de redução de 5,2% em relação aos níveis de 1990 é insuficiente para a mitigação do aquecimento global.

Motivações ambientais para o Protocolo de Quioto


Emissão globais de gases com efeito de estufa em função do tempo
As alterações climáticas têm vindo a ser identificadas como uma das maiores ameaças ambientais, sociais e económicas que o planeta e a humanidade enfrentam na atualidade. A temperatura média da superfície da Terra aumentou 0,74 º C desde o final de 1800. É previsto um aumento entre 1,8 °C a 4 °C até ao ano de 2100, o que implica alterações climáticas drásticas caso não se tomem as medidas necessárias. Mesmo que ocorra apenas o aumento mínimo previsto, este será superior a qualquer subida de temperatura registada nos últimos 10.000 anos. A atual tendência de aquecimento global poderá originar extinções. Inúmeras espécies vegetais e animais, já enfraquecidas pela poluição e pela perda dos seus habitats, não deverão sobreviver nos próximos cem anos. Os seres humanos, embora não enfrentem ameaças idênticas, estarão sujeitos às mais diversas adversidades. Eventos climáticos como tempestades severas, inundações e secas, por exemplo, são cada vez mais frequentes ultimamente, indicando que os cenários previstos pelos especialistas são cada vez mais uma realidade.
nível médio do mar subiu entre 10 a 20 centímetros durante o século XX, e um aumento adicional de 18 a 59 centímetros é esperado até ao ano de 2100. As temperaturas elevadas provocam a expansão do volume do oceano e o derretimento de glaciares e as calotas de gelo aumentam ainda mais o nível da água. Se o pior cenário previsto é alcançado, o mar pode inundar as costas densamente povoadas de países como oBangladesh, provocar o desaparecimento total de algumas nações (como o estado da ilha das Maldivas), privar bilhões de pessoas de reservas de água doce, e estimular migrações em massa.
A principal causa para a subida abrupta do termómetro é um século e meio de industrialização, a queima de quantidades cada vez maiores de petróleogasolina ecarvão, o corte das florestas, e a utilização de certos métodos de cultivo, as monoculturas. Estas atividades têm aumentado a quantidade de gases de efeito estufana atmosfera, principalmente o dióxido de carbonometano e óxido nitroso. Estes gases são fundamentais para a vida na Terra, mantêm o calor do sol absorvendo parte da radiação infra-vermelha reflectida pela superfície terrestre, impedindo-a de regressar ao espaço. O processo que cria o efeito de estufa é um fenómeno natural, necessário para a manutenção da vida no planeta. Sem os GEE o mundo seria um lugar frio e estéril, pois a temperatura média da Terra seria 33 ºC mais baixa, impossibilitando a vida no planeta tal como a conhecemos hoje. No entanto, em grandes quantidades, são responsáveis pelo aumento da temperatura global a níveis elevados e pela alteração do clima. Onze dos últimos 12 anos foram os mais quentes já registados, sendo que 1998 foi o ano mais quente até à data.[1]

Estados Unidos e o protocolo

Os Estados Unidos negaram-se a ratificar o Protocolo de Quioto, de acordo com a alegação do ex-presidente George W. Bush de que os compromissos acarretados por tal protocolo interfeririam negativamente na economia norte-americana. Alguns norte-americanos também questionam a teoria de que os poluentes emitidos pelo homem causem a elevação da temperatura da Terra.
Mesmo o governo dos Estados Unidos não assinando o protocolo, alguns estados e localidades do país, além de donos de indústrias, principalmente do Nordeste, já começaram a pesquisar maneiras para reduzir a emissão de gases promotores do efeito estufa — tentando, por sua vez, não diminuir sua margem de lucro com essa atitude. No ano de 2009 o presidente Barack Obama, encaminhou o Protocolo de Quioto para ser ratificado pelo Senado.

Sumidouros de carbono

Em julho de 2001, o Protocolo de Quioto foi referendado em BonnAlemanha, quando abrandou o cumprimento das metas previstas anteriormente, através da criação dos "sumidouros de carbono". Segundo essa proposta, os países que tivessem grandes áreas florestadas, que absorvem naturalmente o CO2, poderiam usar essas florestas como crédito em troca do controlo das suas emissões. Devido à necessidade de manter sua produção industrial, os países desenvolvidos, os maiores emissores de CO2 e de outros poluentes, poderiam transferir parte de suas indústrias mais poluentes para países onde o nível de emissão é baixo ou investir nesses países, como parte de negociação.
Entretanto, é necessário fazer estudos minuciosos sobre a quantidade de carbono que uma floresta é capaz de absorver, para que não haja super ou subvalorização de valores pagos por meio dos créditos de carbono. Porém, a partir da Conferência de Joanesburgo esta proposta tornou-se inconsistente em relação aos objetivos do Tratado, qual seja, a redução da emissão de gases que agravam o efeito estufa. Deste modo, a política deve ser deixar de poluir, e não poluir onde há florestas, pois o saldo desta forma continuaria negativo para com o planeta.

Os céticos e o Protocolo de Quioto

O Protocolo de Quioto somente faz sentido para aqueles que acreditam que as emissões de gases poluentes, principalmente aqueles provenientes da queima de combustíveis fósseis, são os principais responsáveis pelo aquecimento global. Como consequência do Protocolo, os países desenvolvidos teriam que diminuir drasticamente suas emissões, inviabilizando, a médio prazo, o seu crescimento econômico continuado que, acreditam os céticos, é a única forma de se atingir a abundância de bens e serviços de que tanto necessita a humanidade.
Assim, o segundo maior emissor de gases causadores do efeito estufa do planeta, os Estados Unidos, não ratificaram e, provavelmente não o ratificarão num prazo previsível. Tal atitude é considerada prudente por parte dos céticos. De fato, todas as nações europeias e o Japão ratificaram o Protocolo, e algumas delas, embora tenham concordado em diminuir suas emissões em 2010 em 8% abaixo dos níveis de 1990, já admitem que não conseguirão atingir esta meta e somente poderão conseguir reduzir as emissões em 1% em 2010.
União Europeia esperava atingir as metas compromissadas, aproveitando as possibilidades da InglaterraFrança e Alemanha de reduzir suas emissões aos níveis de 1990, utilizando a política de abandonar o uso do carvão, aumentar o uso da energia nuclear e fechar as portas das indústrias poluidoras do leste alemão. Considerando estas vantagens, as outras nações não precisariam ser tão severas na redução das suas emissões sob a política original do Protocolo de Quioto. Como consequência, estes países aumentaram maciçamente suas emissões, apagando assim os ganhos dos países grandes. Pelo menos 12 dos 15 países europeus estão preocupados em poder cumprir as suas metas; nove deles romperam-nas, com emissões aumentando entre 20% e 77%.
A realidade, então, creem os céticos, é que o Protocolo de Quioto tornar-se-á "letra morta" e que a Comunidade Europeia, sua grande defensora, está destinada a revelar isto ao mundo. O desenvolvimento deste tema pode melhor ser apreciado no artigo de Iain Murray, publicado pelo Tech Central Station, em 5 de maio de 2005.[2]
No entanto, o quadro mudou consideravelmente em 2007 com a publicação dos relatórios do IPCC sobre mudança climática. A opinião pública, assim como de políticos de todo o mundo, tem cada vez mais entendido que a mudança climática já começou e que medidas são necessárias.

Sequestro de carbono

O "carbon sequestration" é uma política oficial dos EUA e da Austrália que trata de estocar o excesso de carbono, por prazo longo e indeterminado, na biosfera, nosubsolo e nos oceanos.
Os projetos do DOE's Office of Science dos EUA são:
  1. Sequestrar o carbono em repositórios subterrâneos;
  2. Melhorar o ciclo terrestre natural através da remoção do CO2 da atmosfera pela vegetação e estoque da biomassa criada no solo;
  3. O sequestro do carbono nos oceanos através do aumento da dissolução do CO2 nas águas oceânicas pela fertilização do fitoplâncton com nutrientes e pela injeção de CO2 nas profundezas dos oceanos, a mais de 1000 metros de profundidade.
  4. O sequenciamento de genoma de microorganismos para o gerenciamento do ciclo do carbono.
  5. Enviar através de foguetes (naves) milhares de mini-satélites (espelhos) para refletir parte do sol, em média 200.000 mini-satélites, reduziriam 1% do aquecimento.
O plano de sequestro de carbono norte-americano já está em andamento e demonstra a preocupação dos céticos em ajudar a remover uma das causas (embora a considerem insignificante) do aquecimento global. A Austrália possui um plano semelhante ao dos EUA. Para maiores detalhes sobre os programas de sequestro de carbono norte-americano e australiano ver as publicações "Carbon Sequestration - Technology Roadmap and Program Plan" de março de 2003, do U.S. DOE Office of Fossil Energy - National Technology Laboratory e o "Carbon Dioxide - Capture and Storage" do Research Developments & Demonstration in Australia, 2004.[3]

O aumento das emissões dos países em desenvolvimento

Um dos fatores alegados pelos Estados Unidos para a não ratificação do Protocolo de Quioto foi a inexistência de metas obrigatórias de redução das emissões de gás carbônico para os países em desenvolvimento.
Apesar de não serem obrigados a cumprir metas de redução, tais países já respondem por quase 52% das emissões de CO² mundiais e por 73% do aumento das emissões em 2004. Segundo a Agência de Avaliação Ambiental da Holanda, em 2006, a China, um país em desenvolvimento, ultrapassou em 8% o volume de gás carbônico emitido pelos EUA, tornando-se o maior emissor desse gás no mundo, emitindo, sozinha, quase um quarto do total mundial, mais do que toda a UE.
Um dos motivos dessa escalada das emissões chinesas é a queima do carvão mineral, que responde por cerca de 68,4% da produção de energia na China. Segundo relatório da AIE, 40,5% das emissões mundiais do CO² são provenientes da queima desse mineral, sendo este considerado o maior contribuidor para o aquecimento global.
O consumo de carvão mineral em 2006 na China saltou 8,7%, quase o dobro do aumento mundial; paralelamente, o consumo de energia elétrica teve uma elevação de 8,4% nesse país, e seu PIB aumentou 10,7%. Logo, o crescimento vertiginoso da economia chinesa gera pressão pelo aumento da produção de energia, que deve acompanhar rapidamente a crescente demanda, já que apagões parciais viraram rotina em algumas cidades chinesas, tamanho o consumo de eletricidade. Esse país se tornará até 2010 o maior consumidor de energia do mundo. Para suprir a demanda há, atualmente, cerca de 560 usinas termoelétricas em construção no território chinês.
Em 2007, quase duas novas termoelétricas eram inauguradas por semana, então, a tendência é um crescimento continuado do consumo de carvão mineral, bem como das emissões de CO² na China, algo também verificado na Índia. Esses dois países juntos responderão por 45% do aumento mundial da demanda por energia até 2030. Tal aumento pode significar uma elevação em 57% da emissões mundiais de gás carbônico no mesmo período. Assim, as atuais 27 bilhões de toneladas de CO² lançadas anualmente na atmosfera passariam para 42 bilhões em 2030.
Frente ao rápido crescimento econômico de economias emergentes, cuja matriz energética é extremamente dependente da queima de combustíveis fósseis, em especial do carvão mineral, o aumento nas emissões de gás carbônico parece inevitável para as próximas décadas, frustrando possivelmente as pretensões do Protocolo de Quioto.

Depois de 2012

O protocolo de Quioto expirou em 2012, e já há o compromisso da ONU e de alguns governos para o delineamento de um novo acordo ou, o que é mais provável, de uma emenda no Protocolo de Quioto, que estabeleceria novas metas a serem cumpridas após 2012. As discussões começaram em 16 de fevereiro de 2007 emWashington, os chefes de estado do CanadáFrançaAlemanhaItáliaJapãoRússiaReino UnidoEstados UnidosBrasilChinaÍndiaMéxico e África do Sulconcordaram em princípio sobre o esboço de um sucessor para o Protocolo de Quioto. Eles discutiram, em especial, a criação de um limite máximo para o comércio dos créditos de carbono, bem como a aplicação de metas de redução das emissões de CO2 aos países em desenvolvimento, e propuseram-se a delinear tal esboço até o término de 2009.
Em 7 de junho de 2007, os líderes, na 33ª reunião do G8, afirmaram que as nações do G8 visam reduzir, pelo menos, para metade as emissões globais de CO2 até 2050. Os detalhes que possibilitariam cumprir tal meta de redução seriam negociados pelos ministros do meio ambiente dos países do G8 dentro da Convenção das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (UNFCCC), em um processo que poderia também incluir as grandes economias emergentes.
Uma rodada de conversações sobre as alterações climáticas, sob os auspícios da Convenção das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (UNFCCC) (Viena, encontro sobre mudanças climáticas, 2007), foi celebrada em 31 agosto 2007 com o acordo sobre os principais elementos para uma eficaz resposta internacional às alterações climáticas, o Mapa do Caminho (roteiro de negociações que nortearam tal convenção), não propunha um novo protocolo para substituir o de Quioto, já que o mesmo exigiria uma nova rodada de ratificações que poderia perdurar por anos como foi o caso do Protocolo de Quioto (que só entrou em vigor após ser ratificado por uma quantidade de países que perfaziam 55% das emissões mundiais de CO2, tendo decorrido da abertura para às adesões até sua entrada em vigor mais de sete anos), mas sim um segundo período de vigência do protocolo, com novas metas a serem definidas.
Uma característica-chave das conversações foi um relatório das Nações Unidas que mostrou como a eficiência energética poderia trazer significativas reduções nas emissões de baixo custo.
As conversações tinham por objectivo definir o cenário para uma grande reunião internacional que se realizou em Nusa Dua, Bali, Indonésia, em 3 de Dezembro de 2007.
A Conferência de 2008 foi realizada em dezembro, em Poznan, Polônia. Um dos principais tópicos sobre esta reunião foi a discussão de uma possível implementação do "desmatamento evitado", também conhecido como redução das emissões de desmatamento e degradação florestal (REDD), o que tange a adoção de um sistema de créditos de carbono concedidos a projetos que evitem o desflorestamento, já que o "desmatamento evitado" é suposto servir como medida de redução das emissões de CO2 (como sumidor de carbono), posto que as florestas são importantes fontes de absorção de gás carbônico e que o desmatamento por meio de queimadas é o principal fator de emissões em alguns países em desenvolvimento.
A Conferência de 2009 foi sediada em Copenhague, durando de 7 a 18 de dezembro, e após grandes divergências entre os países ricos e o grupo dos países em desenvolvimento acerca de temas como metas de redução de emissão de gases do efeito estufa e contribuição para um possível "fundo climático", terminou sem que se atingisse um acordo definitivo, que será discutido na próxima conferência da ONU sobre mudanças climáticas, a COP 16, a ser realizada no México em dezembro de 2010.[4] No dia 24 de outubro de 2009, celebrado como Dia Internacional da Ação Climática, milhares de pessoas em 180 países, manifestaram-se pela diminuição dos níveis de CO2 na atmosfera. Estas manifestações foram convocadas por uma ONG chamada 350.org, que advoga que os níveis de CO2devem baixar dos valores de 385-389, existentes nessa altura, para um valor seguro de 350 ppm. Para esse efeito, grupos de pessoas sentaram-se no chão, em cidades, campos de neve e no fundo do oceano, junto à Grande Barreira de Coral, formando os algarismos 350.